Mas aqueles musicais, do tipo American Idol - o original (famoso Ídolos aqui no Brasil), onde o cantor já é praticamente profissional. Na maioria das vezes é instrumentista também, e tem toda a liberdade de criar seus arranjos e deixar a música que vai interpretar com a sua personalidade.
Claro que tem também os de chuveiro, e aquelas pérolas que ficam escondidas até a hora de abrirem a boca. Quem não se lembra de Susan Boyle?
Um desses programas que vira e mexe eu assistia só alguns relances, ultimamente tem me atraído na frente da telinha nos mórbios sábados vespertinos da TV aberta: Raul Gil.
Quem gosta de música, só vai perder esse pré-conceito de programa ruim vendo o quadro dos jovens talentos com um pouco mais de boa vontade.
Cada programa novos cantores, cantoras, pessoas com vozes e presenças incríveis.
Alguns até precoces, grandes jóias que precisam ser lapidadas. Outros já praticamente prontos para o mercado musical.
Mas o que mais me agrada nisso tudo é que vários participantes já vêm com personalidade musical pronta, independente da experiência musical que acumulam.
Cantam o que vivem, expressam o que sentem, fazem o que querem ser.
Isso inclui a escassa utilização de clichês musicais de concursos (Celine Dion, Sinatra, Elvis, Whitney Houston, etc - nada contra os grandes hits), mas a grata surpresa da fomentação de estilos diversos, como sertanejo, clássicos, rock and roll e metal (SIM! Metal).
O rock está presente na tv vespertina, nos programas de calouro, na vida das pessoas ainda(!).
E está tendo aceitação.
Há algumas semanas ouvi Nirvana, Nightwish, Linkin Park.... e jurados como José Messias e Marly Marley (dinossauros da TV, no melhor sentido da palavra) estão aprovando isso.
Vendo o vídeo de Marcelo Carvalho deste sábado cantando Smoke on the Water, dá pra saber o porquê.
http://www.youtube.com/watch?v=Cmwox3XObhI
(o vídeo não tá lá com qualidade excelente, mas foi o único que achei na net por enquanto)
Alías, quase esquecendo... O que tudo isso tem a ver com minha frustração??
Um músico sem voz é como alguém que dependa de muletas.
Ele pode fazer muita coisa sem elas, coisas excepcionais.
Mas sempre vai depender delas quando precisar caminhar, buscar grandes distâncias, algo maior.
Ele pode escolher o seu destino sozinho, mas só vai chegar lá com a ajuda dela.
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ps1. ouvi dizer que tem um jauense no programa Raul Gil. Confesso que não o vi ainda.
Não sei se já passou os programas dele, ou está para passar. Desejo sorte!
ps2. estou recebendo vários elogios pela iniciativa do blog. Quero agradecer a todos pelos comentários, pelas críticas e dizer que é isso que vai alimentar os textos sempre.
Nossa Deep Purple que massa!
ResponderExcluirLegal saber um pouco mais sobre quem escreve o blog rs Parabéns pelo post(duplo).
ps:o nome do jauense que está no programa é Elton Soul (: