sábado, 12 de março de 2011

O porquê de tudo...

Um dos meus 'passatempos' atuais preferidos é assistir aqueles programas tipo Show de Calouros...
Mas aqueles musicais, do tipo American Idol - o original (famoso Ídolos aqui no Brasil), onde o cantor já é praticamente profissional. Na maioria das vezes é instrumentista também, e tem toda a liberdade de criar seus arranjos e deixar a música que vai interpretar com a sua personalidade.
Claro que tem também os de chuveiro, e aquelas pérolas que ficam escondidas até a hora de abrirem a boca. Quem não se lembra de Susan Boyle?


Um desses programas que vira e mexe eu assistia só alguns relances, ultimamente tem me atraído na frente da telinha nos mórbios sábados vespertinos da TV aberta: Raul Gil.

Quem gosta de música, só vai perder esse pré-conceito de programa ruim vendo o quadro dos jovens talentos com um pouco mais de boa vontade.
Cada programa novos cantores, cantoras, pessoas com vozes e presenças incríveis.
Alguns até precoces, grandes jóias que precisam ser lapidadas. Outros já praticamente prontos para o mercado musical.

Mas o que mais me agrada nisso tudo é que vários participantes já vêm com personalidade musical pronta, independente da experiência musical que acumulam.
Cantam o que vivem, expressam o que sentem, fazem o que querem ser.

Isso inclui a escassa utilização de clichês musicais de concursos (Celine Dion, Sinatra, Elvis, Whitney Houston, etc - nada contra os grandes hits), mas a grata surpresa da fomentação de estilos diversos, como sertanejo, clássicos, rock and roll e metal (SIM! Metal).

O rock está presente na tv vespertina, nos programas de calouro, na vida das pessoas ainda(!).
E está tendo aceitação.
Há algumas semanas ouvi Nirvana, Nightwish, Linkin Park.... e jurados como José Messias e Marly Marley (dinossauros da TV, no melhor sentido da palavra) estão aprovando isso.

Vendo o vídeo de Marcelo Carvalho deste sábado cantando Smoke on the Water, dá pra saber o porquê.

http://www.youtube.com/watch?v=Cmwox3XObhI

(o vídeo não tá lá com qualidade excelente, mas foi o único que achei na net por enquanto)


Alías, quase esquecendo... O que tudo isso tem a ver com minha frustração??

Um músico sem voz é como alguém que dependa de muletas.
Ele pode fazer muita coisa sem elas, coisas excepcionais.
Mas sempre vai depender delas quando precisar caminhar, buscar grandes distâncias, algo maior.
Ele pode escolher o seu destino sozinho, mas só vai chegar lá com a ajuda dela.

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ps1. ouvi dizer que tem um jauense no programa Raul Gil. Confesso que não o vi ainda.
Não sei se já passou os programas dele, ou está para passar. Desejo sorte!

ps2. estou recebendo vários elogios pela iniciativa do blog. Quero agradecer a todos pelos comentários, pelas críticas e dizer que é isso que vai alimentar os textos sempre.

Sr. Frustrado

Confesso que sou uma das pessoas mais frustradas do mundo.

Cresci ouvindo música de todos os tipos... Moda de viola, sertanejo, clássicos, músicas instrumentais do tipo Pedrinho Mattar, The Jordans (com ctz pouca gente que lê aqui vai conhecer)...
Nessa época tinha sei lá, uns 5 talvez 6 anos, e já fingia tocar piano na mesa da cozinha ouvindo esses sons. Alienado??

Aos 7 comecei a estudar música. Teorias, história da música e iniciação no piano e orgão eletrônico na extinta e pré-histórica Studim (será que era isso??), na rua do Instituto onde hoje é um prédio residencial.
Óbvio que na época não tínhamos condições de ter um piano em casa, então tinha aulas extras para estudar e praticar na escola. Ficava lá sozinho com as partituras das músicas que precisava tocar, mas preferia ficar ouvindo as outras salas, onde outros alunos também praticavam, e ficava tentando tirar as mesmas músicas de ouvido.

Foi quando meu pai -com muito custo e um consórcio (!)- me deu um teclado de presente... um Casio CT 700. Aí fodeu... minha paixão só aumentava.




Com 10, 12 anos comecei a tocar em bandas católicas no meio de gente grande, e não parei mais.
Aprendi a tocar violão sozinho com um livrinho e uma 'video-aula' da Di Giorgio que veio junto com o violão que minha irmã ganhou de presente (e nunca tocou). Cada ensaio das bandas eu chegava antes e saía depois só pra poder brincar um pouco na guitarra, no baixo, na batera....

Enfim...

Cresci nesse meio, toquei em bandas fora da igreja também. Tocava já outros instrumentos.
Comprei um Sax, tinha batera no estúdio, sempre ficavam alguns intrumentos da bandas que ensaiavam em casa, e eu ia lá aprendê-los do meu jeito. Do baixo ao acordeon.
Já montava PA (som de palco) sozinho, passava som (isso com uns 16, 17 anos), montei um home studio de gravação, tinha uma banda com proposta legal e tudo mais, até que..............

Até que isso acabou por vários motivos.

Aí você se pergunta "mas porque cargas d´água esse inútil se acha o mais frustrado da planeta que habitamos???"

a resposta vem no próximo post.

terça-feira, 8 de março de 2011

Um dia basta?

O mundo já viu mulheres do tipo atrevida,
do tipo assanhada, do tipo vivida.
Casada, carente, solteira, feliz....

O mundo atual está vendo mulheres do tipo líderes,
formadoras de opinião, vencedoras e guerreiras.
Ícones, símbolos, heroínas, mulheres fantásticas, a todo instante, ao redor do mundo.

Mas também há mulheres do tipo agredida,
do tipo espancada, do tipo ferida.
Castrada, torturada, sem vida, infeliz.............


Não podemos esquecer que isso acontece em todos os lugares do mundo.
Lugares onde a mulher ainda é explorada, escrava e tratada como se fosse objeto e peça fora da sociedade. Figurantes de um filme estrelado por grande motivos banais.
Sejam eles religiosos, socialistas, machistas...

Não falo aqui de preceitos culturais. Falo da exploração e extrapolação do poder de uma sociedade desigual.

Não sou a favor da abolição da burca, da mulher não poder usar calça, de não poder pintar seu rosto, ou ao menos mostrá-lo em público. Isso é coisa cultural, ninguém de fora pode criticar esse tipo de conduta.
Sou a favor da mulher ser feliz. Seja de burca, sem burca, pintada ou não.
A favor de seus direitos, de seus ideiais. A favor de se expressar e comunicar.

O dia hoje é delas. Parabéns!

Mas nós homens não sejamos machistas, um dia só não basta.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quanto vale a imagem??

Já vimos várias ações de marketing ao longo dos anos. Campanhas ousadas, estritamente comerciais.
Posso citar por exemplo a camisa roxa do Corinthians, a rosa do Atlético...
Até mesmo a personagem do post anterior, nossa devassíssima Sandy, que trocou sua imagem imaculada por alguns milhões no bolso.

Há alguns dias antes do carnaval o mundo chicleteiro ficou abalado.
O ícone(!) do carnaval baiano Bell Marques, líder da banda Chiclete com Banana resolveu atender os caprichos do marketing e mudou radicalmente seu visual.
Em evento patrocinado pela Gillete o cantor simplesmente raspou sua barba, sua marca registrada (assim como a bandana), cultivada anos a fio.

Identidade inconfundível. Trinta anos cultivando o mesmo visual. Símbolo do carnaval.

A ação faz parte de um projeto da Gillete que patrocinará blocos e eventos no feriado, como a "Barbearia Gillette", montada na Central do Carnaval para o lançamento de um novo produto. E os clientes que fizerem a barba podem concorrer a um par de abadás, para acompanhar a banda Chiclete com Banana de perto.


Você já parou e imaginou o quanto nosso personagem chicleteiro levou com isso??
Não foi pouco, isso tenho certeza.

Mas afinal, vale a pena mudar radicalmente sua identidade (visual que seja) a favor de bons ganhos??
No caso da barba, acostuma-se. Próximo carnaval já estará grande novamente.

Ficamos na expectativa de qual será a próxima travessura que nossa amiga publicidade vai aprontar.

Algum palpite?

domingo, 6 de março de 2011

A Freira e a Devassa....

Pra quem ainda não está sabendo, a Cervejaria Schincariol decidiu inovar(!) na campanha de seu produto mais polêmico no mercado: a cerveja DEVASSA.
Por que Polêmico?
Na sua campanha de lançamento (pelo menos em carater nacional), a cervejaria resolveu explorar da melhor maneira o apelo que o nome da cerveja tem. Contratou nada menos que Paris Hilton, figura internacional (famosa patricinha loira-boazuda) que ganhou status de devassa quando rolou na net o vídeo contendo cenas íntimas e calientes com seu então namorado na época.
Tiro certeiro??
De certa forma sim. Daqueles casos que a intenção funciona mais que na prática.
O comercial de Paris Hilton foi logo tirado do ar pelo CONAR com a desculpa do apelo sexual.
Criou-se a polêmica, o video teve milhões de acessos na internet, e o produto explorou o fato.

Pois bem caros leitores, e não é que a Schincariol resolveu aprontar de novo??

Carnaval 2011.
Folia - Calor - Praia - Nudez -Sexo.
Ambiente perfeito para explorar o seu produto. O slogan: 'Todo mundo tem seu lado DEVASSA". Até aí, perfeito.
A escolha do esteriótipo, perfeito.

Perfeito demais.
Escolheram a pessoa mais aversa possível para demonstrar que até ela tem seu lado devassa: Sandy(&junior).

Aquela que não bebe (deu entrevistas a respeito), não fuma, não solta gases, e malemá solta um 'bobalhão' quando bate o dedinho na quina da mesa, agora ficou loira e dança conga-la-conga no balcão do bar.

Convenhamos, é obvio que todo mundo tem esse lado extravasa e é isso que a marca quer dizer.
Mas a escolha da imagem perfeita-imaculada de Sandy não convence ninguém.

Tiro no pé??

Não podemos dizer isso. Fracasso total.
Os vídeos já têm mais visitas que os de Paris Hilton, mais comentários que resultados de futebol, e a marca vai sendo espalhada.
Como diz aquele velho ditado, falem bem ou falem mal, mas falem de mim.

Afinal não é a Ellen Roche, a Juliana Paes ou a Sandy que vai influenciar a decisão de compra de um hábito tão pessoal e unico que é tomar sua cerveja. Pelo menos penso isso.
Mas é por essas campanhas que a marca é espalhada, difundida e acaba se tornando mais uma opção na hora de decidir a compra.

Quem sabe a Sandy não te convence??